terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
REFLEXÕES SOBRE O CARNAVAL
É carnaval!!! Viva!! Uma festa apoteótica como dizem alguns. Inclusive tal distinção é dada à praça de dispersão da “Marquês de Sapucaí”, no “sambródomo” do Rio de Janeiro; onde os foliões ao chegarem, demonstram estarem “nas nuvens” como bem transparecem ao serem entrevistados pelas redes televisivas produtoras ativas de uma subjetividade momesca específica. Mas a festa passa e a cultura permanece.
MÍDIA E CONTROLE SOCIAL
Amigos, talvez não seja de conhecimento público que o FACEBOOK CONTROLA, através de ALGORÍTIMOS MATEMÁTICOS AVANÇADISSÍMOS [parecidos com os do Google] os conteúdos aqui publicados. Quem vai ler “O QUÊ”, “QUANDO”, “ONDE” E “ATRAVÉS DE QUEM”. Ou seja, o sistema analisa as nossas curtidas, ou aquilo que simplesmente visualizamos sem curtir; ou ainda, aquela breve parada, despretensiosa em frente de um vídeo que agora, se desenrola em nossas telas, sem que você ou eu cliquemos; ou mesmo, por fim aquilo que compartilhamos e nossos comentários. O sistema atribui uma valoração a cada ação ou suposta inação nossa, dentro do sistema – leia-se Facebook. Mesmo àquela parada que falei acima, na frente de um vídeo que foi publicado por um amigo, ou pelo “amigo do amigo”, não é interpretada como uma inação, mas sim como a captura imagética de nossas atenções por um determinado assunto.
A partir de análises matemáticas avançadíssimas, o sistema vai elaborando o perfil dos usuários, dos bairros, das cidades, dos Estados, dos países; as pessoas são catalogadas em grupos, e de acordo com o “bloco histórico” ou momento da vida social, os conteúdos são direcionados, recortados, desviados, recomendados, entre outras ações possíveis. O face aproxima às afinidades e separa às dissensões quando lhe convém. Quem nunca percebeu que, repentinamente, alguns amigos “desaparecem” da sua “timeline” (linha do tempo); ou “estranhamente” parou de “curtir” seus comentários; ou quiçá de comentá-los.
Nesse sentido, a pessoa fica tentada a pensar que “fulano” ou “sicrano” não “gosta” mais dele ou dela. Como disse acima, se você tem 300, 500, 800, 1000, ou mais amigo; ou mesmo que você só tenha 100, e se 70% deles publicassem no face e tudo fosse apresentado a você, e presumindo que você lesse por dia 50% dessas noticias, e demorasse 10 mim por post; neste caso (100) você permaneceria “cooptado” pelo facebook por quase seis (06) horas ininterrupta. No caso de se ter 1000 amigos à conta seria de 58, 333 horas para se dar conta de tudo.
Percebe-se que neste processo, as “amizades” são fluidas; decorrem e dependem de um mediação mecânico-computacional. O perigo esta precisamente aí, quando as pessoas não se dão conta disso; e, este modo de ver a vida, toma conta delas e passa a conduzir a visão de mundo do indivíduo; sua subjetividade. Então, seu modo de se relacionar com o real concreto vai tornando-se opaco; as fronteiras vão ficando borradas e, conseqüentemente, os valores, e as certezas da vida, que dão sentido ao modo equilibrado e ético de se portar vai ficando comprometido.
Agora pasmem, todo este poder do face é canalizado primeiramente ao lucro; sim, o face impõem, randômica e intencionalmente, seu ‘marketing’ que apesar de sutil, é deveras agressivo. Criado em 2004, para troca de msg entre os alunos de uma universidade americana; o Facebook atingiu no final de 2015 o valor de mercado de US$ 306 bilhões, quatro anos depois de realizar sua oferta pública inicial de ações (IPO), quando foi avaliado em mais ou menos, US$ 104,2 bilhões.
A rede social foi a primeira empresa do índice Standard & Poor’s 500, a alcançar este valor de mercado de forma tão vertiginosa. O Recorde anterior era do Google, que levou oito anos. Isto coloca esta rede acima de redes físicas do capital como a gigante General Eletric (US$ 300 bilhões), um dos símbolos do capitalismo americano e ao lado da gigante do trading Amazon (US$ 307 bilhões). Recentemente, essa poderosa holding, incorporou a sua massa de comunicação o Instagran e o WhatsApp.
Concluindo, este valor não veio “à toa”, por nada; o maior poder, do face, está no controle mediador da comunicação de massa. Em sua capacidade de mediar intencionalmente toda a construção simbólica de um grupo (não sei se exagero quando digo mesmo de um povo). Por essa e outras deveríamos parar de usar o face? De jeito nenhum; toda tecnologia é importante e benéfica; o que devemos fazer é adquirir senso crítico, que nos permita avaliar e usar tudo com sabedoria; sem perder a alegria, à ternura, e a solidariedade da vida real, ou seja, sem perdermos a nossa humanidade. Na rotatividade da timeline do face, onde tudo é controlado e passa; ser radical às vezes, é publicar suas palavras no espaço reservado as suas “Notas” e em seu Blog, porque esses não somem na aleatoriedade caótica das opiniões... pelo menos enquanto você pagar o domínio ou... “hasn’t passed away” - bate na madeira...rsrsr.
sábado, 29 de agosto de 2015
O PODER DO PENSAMENTO CRÍTICO EM EDUCAÇÃO
Em uma crítica ao amigo e pensador Walter Benjamin, da Escola Crítica de Frankfurt, que anos antes de se suicidar para evitar ser preso pela SS Gestapo alemã, na Segunda Guerra, alegou a possibilidade de utilização da indústria cinematográfica (filmes) para a “desalienação” das massas; Adorno & Horkheimer em sua “Dialética do Esclarecimento” disseram que:
“São as condições concretas do trabalho na sociedade que forçam o conformismo e não as influências conscientes… a impotência dos trabalhadores não é mero pretexto dos dominantes, mas a consequência lógica da sociedade industrial… só os dominados aceitam como necessidade intangível o processo que a cada decreto elevando o nível de vida, aumenta o grau de sua impotência. Agora que uma parte mínima do tempo de trabalho à disposição dos donos da sociedade é suficiente para assegurar a subsistência daqueles que ainda se fazem necessários para o manejo das máquinas, o resto supérfluo, a massa imensa da população, é adestrada como um guarda suplementar do sistema, a serviço de seus planos grandiosos para o presente e o futuro. É sustentada como um exército de desempregados… o absurdo dessa situação… denuncia como obsoleta a razão da sociedade racional”.
Em Adorno (1962), a concepção de “verdade” tão necessária no processo de “esclarecimento das massas”, é ampliada no sentido de que “a verdade é não apenas o que se diz, mas como se diz”, dentro de um movimento em que “a forma é inseparável do conteúdo” (Adorno, 1962 apud Pucci, 2000:24); temos então, que a cultura se apresenta como um “terreno (...) onde se dá a luta pela manutenção ou superação das divisões sociais”; um lócus privilegiado em que o poder co-ativo e deformante atende pelo nome de “indústria cultural” e, busca impor uma “semiformação cultural” que não “se resume numa falsa cultura, algo que vem e que vai, que pode, mais tarde, ser substituído por algo mais avançado, mais perfeito”, mas “trata-se de uma “deformação...que impede, que traz obstáculos à formação...não se trata de uma ilusão, algo que pareça verdadeiro mas que é errado...uma pseudo-cultura” não, em verdade, trata-se de um “processo impeditivo da formação cultural”.
Vislumbra-se, portanto, o quanto se faz necessário um pensamento em movimento, (da criação à superação). Nesse sentido, dentro da recursividade e da complexidade do pensamento (qual uma trama em movimento), a consciência é levada à autonomia pela reflexividade crítica do intelecto ativo que pavimenta as cisões da realidade constitutiva do mundo humano do trabalho, especialmente no que se refere tanto ao “trabalho”, quanto a “ação” humana, nas condições proposta por Hannah Arendt:
“Com a expressão 'vita activa', pretendo designar três atividades humanas fundamentais: labor, trabalho e ação. (...) O labor é a atividade que corresponde ao processo biológico do corpo humano (...). A condição humana do labor é a própria vida. O trabalho é a atividade correspondente ao artificialismo da existência humana (...). O trabalho produz um mundo "artificial" de coisas, nitidamente diferente de qualquer ambiente natural. A condição humana do trabalho é a mundanidade. A ação, única atividade que se exerce diretamente entre os homens sem a mediação das coisas ou da matéria, corresponde à condição humana da pluralidade, ao fato de que homens, e não o Homem vivem na Terra e habitam o mundo. Todos os aspectos da condição humana têm alguma relação com a política; mas esta pluralidade é especificamente 'a' condição (...) de toda a vida política”. A Condição Humana; capitulo I.
Habermas, outro membro da “Escola de Frankfurt”, enveredou por um caminho alternativo, que de certa forma pensava o acesso ao conhecimento (verdade), sua forma de produção e difusão e, buscava entender o processo publico de formação da opinião. Reconheceu que a esfera pública não se confundia com a esfera do Estado e, que não era possível reduzir a esfera pública à realização dos interesses de classe; nesse sentido ele vai pensá-la (esfera pública), como uma categoria histórica da sociedade burguesa, que se formou antes em contraposição ao poder, no interesse de estabelecer um Estado de direito que assegurasse, por lei e sanções, a circulação de mercadorias e o trabalho formalmente livre, sem interferências estatais na dinâmica do mercado. Um público que, devemos alertar, se forma a partir de pessoas privadas, portanto socialmente restrito. Entretanto, esse público de pessoas privadas é um público que lê e discute, por livros e imprensa escrita, em cafés e salões, inicialmente arte e literatura, depois a própria ordem da dominação política.
As bases dessas discussões – igualdade, liberdade, publicidade e inclusão universais – sobre política, direito, filosofia, moral, ética, ciência e arte, serviam (e servem) de critérios para a crítica e a transformação da ordem de dominação. Da própria organização interna da comunicação pública, pressuposta por seus participantes, se tiram os parâmetros da racionalização política e social. Com isso, a ideologia burguesa da “opinião pública” trazia (e traz) consigo a medida de sua própria crítica, tão logo se percebe os descompassos entre as ideias generalistas advogadas e a realidade da sociedade de classes na sequência das revoluções burguesas e mesmo, das contradições nas atuais sociedades de capitalismo tardio.
A partir daquelas revoluções iniciada na Europa pós medieval/modernista, a esfera pública amplia-se grandemente nas chamadas "democracias de massa", onde ela perde drasticamente sua função crítica. De um “público burguês restrito que pensa a cultura se passou a um público de massa amplo que consome cultura”, isto é, os produtos da indústria cultural. O princípio da publicidade crítica é subvertido pela publicidade/propaganda; a opinião pública passa a ser objeto de manipulação tanto dos meios de comunicação de massa como de políticas partidárias e administrativas, orientados por pesquisas de opinião, quer dizer, de manifestações de interesses já privatizados. A partir daí Habermas vai reorientar suas teses anteriores, dadas às experiências políticas e sociais que desmentiram uma total despolitização da esfera pública, a partir dos fenômenos de integração relativa do proletariado ao sistema capitalista. Ou seja, há a constatação de uma série de movimentos sociais diversos que escaparam até certo ponto à capacidade de controle dos meios de comunicação de massa.
Diante dessas expectativas, sempre de valências múltiplas e ambíguas, Habermas teve de repensar a esfera pública com novas categorias (teoria da ação comunicativa). Constitui-se então, a ideia de “sociedade civil”, contraposta ao âmbito do mercado e ao do Estado e, constituída por movimentos, organizações e associações mais ou menos autônomos. Na sociedade civil se originariam então, esferas públicas diversas, que, conforme o caso, generalizam-se através dos meios de comunicação. Nesse processo, as discussões passam a sofrer geralmente um processo seletivo de informações e argumentos, que se coaduna com tentativas de despolitização exigidas pelo sistema político e econômico. Seja como for, o “agir comunicativo”, dentro de um projeto de democracia radical, coloca a perspectiva de uma esfera pública cujo tema seja a própria possibilidade de uma esfera pública não-atravessada por relações de poder.
Concluindo, visto que o indivíduo comum é submetido de forma constante à força das diversas tensões ou correntes alienantes; uma educação critica para um projeto radical desta magnitude, implicaria o exercício de se constituir indivíduos que pensem à partir de uma dialogicidade critica; haja vista, que simplesmente o ato de pensar na forma linear cartesiana, não mais daria conta da realidade a nossa volta; sendo necessário um modelo desfragmentador contido nas condições proposta pelo “agir comunicativo” habermasiano, sob pena da não compreensão da esfera público/privada da vida em sociedade, que “ultima ratio”, decidi e constitui tudo dentro das sociedades de capitalismo tardio como a nossa.
AGNÓSTICO: VAI VER QUE TU É, MAS AINDA NÃO SE DEU CONTA!!!
"(...) Agnóstico é aquele que considera os fenômenos sobrenaturais inacessíveis à compreensão humana. A palavra deriva do termo grego “a-gnostos” que significa “desconhecido", "não-cognoscível”.
Os agnósticos são seguidores da doutrina denominada “agnosticismo” que considera inútil discutir temas metafísicos, pois são realidades não atingíveis através do conhecimento. Para os agnósticos, a razão humana não possui capacidade de fundamentar racionalmente a existência de Deus.
Um agnóstico pode ser teísta ou ateísta. Um agnóstico teísta admite que não tem conhecimento que comprove a existência de Deus, mas acredita que Deus existe ou admite a possibilidade de que pode existir. Por outro lado, o agnóstico ateísta também admite não possuir conhecimento que comprove a não existência de Deus, mas não acredita na possibilidade que Deus exista.
O termo “agnóstico” foi usado no século XIX pelo naturalista inglês Thomas Henry Huxley (1825-1895), quando descreveu sua dúvida a respeito de algumas crenças religiosas, do poder atribuído a Deus e do sentido da vida e do universo. Desde então, muitos estudiosos escreveram sobre o assunto.
Alguns agnósticos famosos: Albert Camus, Bill Gates, Charlie Chaplin, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Brad Pitt, Charles Darwin e Albert Einstein.
O escritor argentino Jose Luis Borges afirmou sobre o agnosticismo: "Eu não sei se tem alguém do outro lado da linha, mas ser um agnóstico significa que todas as coisas são possíveis, mesmo Deus. Este mundo é tão estranho, tudo pode acontecer, ou não acontecer. Ser um agnóstico me permite viver em um mundo mais amplo, em um mundo mais futurístico. Isso me faz mais tolerante."
Diferença entre agnóstico e ateu
Num sentido religioso, agnóstico é aquele que não acredita na existência de Deus, porém não nega essa possibilidade, por se encontrar num patamar racionalmente inacessível. Diferente do ateu que nega a existência de Deus ou de qualquer entidade superior."
A IGNORÂNCIA DO DIVERSO E O “DEMASIADAMENTE HUMANO”
O célebre filósofo existencialista francês, Jean-Paul Sartre, disse alhures que “o inferno são os outros". Isto foi dito num sentido em que as outras pessoas são fontes permanentes de contingências. Onde as escolhas pessoais levam à transformações do mundo para os envolvidos, permitindo que seus projetos de vida sejam adaptados conforme as escolhas e decisões que estão sendo tomadas. Como cada pessoa, em tese, tem um projeto diferente, isso faz com que elas entrem em conflito sempre que seus projetos se sobreponham.
Nesse sentido, cada decisão carrega consigo a obrigação de responder pelos próprios atos; um encargo que torna homens e mulheres, absolutamente responsáveis pelas consequências de suas escolhas, para si, e para o outro; no sentido de que cada uma delas provoca mudanças que não podem ser desfeitas, ou, retornadas à condição imediatamente anterior ao ato que as produziu. Perante suas escolhas, o homem não apenas torna-se responsável por si, mas também por toda a humanidade.
De fato, as pessoas embora não tenham acesso às consciências alheias, podem reconhecer/perceber nos outros o que têm de igual e/ou diferente; e, estes processos de alteridade e similarização são importantes, na medida em que as próprias identidades, direitos, ações políticas; enfim, a própria cidadania com que o indivíduo se vê investido é construída a partir dessas interações sociais de reconhecimento e alteridade para com o outro. Por outro lado, podemos dizer que individualmente, não temos acesso à um algo do tipo essência própria; “não há um “eu” originário descolado dos outros, da realidade; enfim, do que ... [nos] constitui como humanos e como possibilidade de diferenciação.” Somos por assim dizer, a representação de nossas próprias relações sociais - cuidadosamente selecionadas por nossas consciências em face da significância sócio-histórica e cultural dos fatos -, individualmente encarnadas no sujeito que se apresenta frente ao mundo que o interpela. Um continuo "tornar-mos", um "vir-a-ser" que nunca se completa; e, essa incompletude, é ela mesma a base da perplexidade que nos move ao desvelamento do mundo, que não é, “mas está sendo”.
Todo homem do ponto de vista de sua convivência em sociedade, interdepende dos outros sujeitos; mas, do ponto de vista do urbano em si, ele termina por interagir de forma intensa e objetiva com outros indivíduos; negando, todavia, subjetivamente, a efetividade dessa interação, em face de sua condição blasé de estar nesse “mundo urbano”; o que torna esse mesmo sujeito no mínimo, “um tanto quanto”, displicente em relação ao outro.
Falando sobre “A ignorância do diverso”, Muniz Sodré diz que “o preconceito é sempre um saber automático sobre o outro; (...) não precisa de provas”. Você vê a aparência, você vê o outro e não aceita, e num julgamento falho e raso, pensa que sabe tudo sobre a pessoa. E então, segue-se a discriminação, pelo fato de ignorarmos não apenas intelectualmente o outro, mas afetivamente. A exclusão se consolida como meio mais fácil por não sabemos lidar com a diferença; com o outro.
A questão é: por quê? A respeito disso podemos dizer que a parte substancial do problema tem inicio a partir da “pretensão metafísica, de se ocupar pela força as regiões mais férteis da vida intelectual e prática dos homens”, ou seja; as regiões dos princípios, das causas; principalmente, pelos grandes discursos mítico-religiosos e políticos do ocidente. Como bem cita Nietzsche em seu ‘Menschliches, Allzumenschliches: Ein Buch für freie Geister’: "Quanto menos os homens estiverem condicionados pela origem, tanto maior será o movimento interior de seus motivos, tanto maior por sua vez, em decorrência, a agitação exterior, o envolvimento dos homens entre si, a polifonia de seus esforços."
Conhecer uma causa não é necessariamente estabelecer uma relação de poder; mas, “toda relação de poder se assenta num conhecimento de causa e na pretensão de enunciar-se uma verdade absoluta sobre o outro”; e, essa “pretensão de deter uma verdade absoluta é a fonte de toda violência”. Na ética prática da vida, a “verdade não violenta” acontece, quando se dá o “infinitamente diverso”; quando se reconhece na prática a diversidade humana como uma constante em todo o empenho de realização do homem. A diversidade é ela mesma a “verdade do real concreto.” Distinguir uma pessoa da outra, não é o mesmo que conhecer as diferenças que nos faz especiais, e nos torna, necessários e imprescindíveis ao todo.
Concluindo, ainda que provisoriamente, se por um lado "o inferno são os outros", e por muitas vezes sejam estes mesmos “outros” que impossibilitem a concretização de nossos projetos pessoais e coletivos, não podemos prescindir da convivência com a diversidade, sob pena de nossos próprios objetivos, perderem o sentido, e por fim nos desumanizarmos.
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BIBLIOGRAFIA -
GOMES, W.T. “A Educação e a formação Humana: Do capita humanos as inovações tecnológicas – quando “o inferno são os outros”. Trabalho apresentado no V Seminário Internacional, As Redes de Conhecimentos e as Tecnologias – Os Outros como legítimo OUTRO”; de 01 a 04 de Junho de 2009, UERJ/PROPED. Site: http://www.lab-eduimagem.pro.br - Eixo - Currículos, Sujeitos, Conhecimento e Cultura; 04/06/2009.
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OBS: Esta breve introdução é uma parte adaptada de um trabalho maior que apresentei e foi publicado nos anais do Seminário acima citado em GOMES (2009) e qualquer uso deve preservar e conter a citação autoral relativa ao autor.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
domingo, 19 de agosto de 2012
MAIS BERGSONIANAS, PARA AQUELES QUE ACREDITAM QUE PENSAR É UM SIMPLES ATO DO INTELECTO ATIVO ...
DURAÇÃO, SIMULTANEIDADE E TEMPO ESPACIALIZADO.
"...A simultaneidade sendo a relação entre dois ou mais fluxos, pode ser assim definida graças à presença de uma consciência, isto é, de uma temporalidade psicológica. Então, se a simultaneidade é fundamentalmente psicológica, não haveria razão em separar-se um tempo do filósofo e um tempo do físico, como o queria Einstein. Aos olhos de Bergson, tal separação é artificial, haja vista os dois tempos serem, no fundo, o mesmo. A duração só existirá para uma consciência; fora desta haverá simultaneidades no espaço." Monteiro, 2007.
Miscelânea de conhecimentos...
NAVALHA DE OCCAM
"Se em tudo o mais forem idênticas as várias explicações de um fenômeno, a mais simples é a melhor" William de Ockham
- Entretanto, duas admoestações devem ser levadas em conta, contra o excesso de zelo na aplicação desse princípio:
1) "A variedade de seres não pode ser diminuída". G. Leibniz
2) "As entidades não podem ser reduzidas até ao ponto da inadequação". [Lei contra a avareza] Karl Menger
== x ==
"Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti." Para além do bem e do mal. Friedrich Nietzsche
=== x ===
"Os preconceitos têm raízes mais profundas que os princípios."
Nicolau Maquiavel
== x ==
“Si vis pacem, para bellum”
Renatus Vegetius
==x ===
"Os planos são importantes, mas o mais relevante é a capacidade de reagir de imediato a fatos novos". Carl Von Clausewitz
O Filósofo, o mundo e a realidade das coisas
Filósofos são reflexionadores das virtualidades; da relação que se apresenta entre potência e ato. A objetivação ou não do mundo é pré-condição do "modo de estar no mundo", destes filósofos. Uns apenas e tão somente, movidos pelo thauma, especulam a realidade, "vasculhando" inclusive, os inefáveis domínios quase inescrutáveis do terceiro grau da abstração: o "puro nada". Entretanto, outros vão além; além das forças e correntes quase inquebrantáveis do real e o transformam.
"Busy" trap
Getting involved and buying merchandise/goods, that "the great idea" into modern wolrd; so i call all of you out for paying attention in it. And after reading, utter for others over and over again! thanks.
http://opinionator.blogs.nytimes.com/2012/06/30/the-busy-trap/?smid=fb-share
Ainda sobre o velho barbudo...
E, no exilio em Londres, Karl Marx que era alemão e fluente em inglês e grego; afirmou em francês: "JE NE SUIS PAS MARXISTE"...
Mas, ... falando sobre o velho "FETICHE DA MERCADORIA" temos que:
O caráter misterioso da forma-mercadoria consiste em que ela apresenta aos homens as características sociais do trabalho que a produziu, como se fossem características objetivas próprias do produtos do trabalho; ou seja: como se fossem propriedades sociais inerentes a essas coisas; e, portanto, reflete também a relação social dos produtores com o trabalho global como se fosse uma relação social de coisas existentes para além deles. É através desse "quiproquó" que esses produtos se convertem em mercadorias, coisas a um tempo sensíveis e suprassensíveis (isto, é, coisas sociais).
Também a impressão luminosa de um objeto sobre o nervo óptico não se apresenta como uma excitação subjetiva do próprio nervo, mas como a forma sensível de alguma coisa que existe fora do olho. Mas, no ato da visão, a luz é realmente projetada por um objeto exterior sobre outro objeto, o olho; é uma relação física entre coisas físicas. A relação entre a forma-mercadoria e o valor dos produtos do trabalho [na qual aquela se representa] não tem a ver absolutamente nada com a sua natureza física - nem com as relações materiais dela resultantes. [Mas,] É tão somente, uma relação social determinada entre os próprios homens, que adquire aos olhos deles a forma fantasmagórica de uma relação entre coisas.
Para encontrar algo de análogo a este fenômeno, é necessário procurá-lo na região nebulosa do mundo religioso. Aí os produtos do cérebro humano parecem dotados de vida própria, entidades autônomas que mantêm relações entre si e com os homens. O mesmo se passa no mundo mercantil com os produtos da mão do homem. É o que se pode chamar o fetichismo que se aferra aos produtos do trabalho logo que se apresentam como mercadorias, sendo, portanto, inseparável deste modo de produção.
Releitura sobre o "fetiche da mercadoria" - K. Marx. "O Capital"
Resistir é preciso...
"Vocês que fazem parte dessa massa,
Que passa nos projetos, do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais, do que receber.
E ter que demonstrar, sua coragem
A margem do que possa aparecer.
E ver que toda essa, engrenagem
Já sente a ferrugem, lhe comer.
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz
Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz ..."
Coisas do simulacro...
O pensamento e o discurso da direita, apenas variando, alterando e atualizando o estoque de imagens, reiteram o senso comum que permeia toda a sociedade e que constitui o código imediato de explicação e interpretação da realidade, tido como válido para todos. Eis por que lhe é fácil falar, persuadir e convencer, pois os interlocutores já estão identificados com os conteúdos dessa fala, que é também a sua na vida cotidiana. In: CHAUÍ, Marilena. “Simulacro e poder – Uma análise da mídia”, Ed. Perseu Abramo, São Paulo, 2006. 144 pp.
NUNCA DIGA QUE O PROBLEMA NÃO É SEU ...
Um rato olhando pelo buraco na parede vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo em que tipo de comida poderia ter ali. Ficou aterrorizado, quando descobriu que era uma ratoeira. Foi para o pátio da fazenda advertindo a todos: "-Tem uma ratoeira na casa; tem uma ratoeira na casa!"
A galinha que estava cacarejando e ciscando, levantou a cabe
ça e disse:"- Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado em minhas preces quando morrer." O rato dirigiu-se então à vaca. E, ela disse: "- O que Sr, Rato, uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!" Assim, o rato, em desespero foi falar com o porco; mas, o porco respondeu-lhe:"- Estou tranquilo Sr. Rato, sou muito grande para morrer preso em uma ratoeira." Então o rato voltou para casa cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como de uma ratoeira pegando sua vitima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia sido pego. No escuro, ela não viu que a ratoeira pegou a cauda de uma cobra venenosa. A cobra picou a mulher. O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital.
Entretanto, ela voltou com febre. E, como todo mundo sabe, para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja. O fazendeiro então pegou o cutelo, e foi providenciar o ingrediente principal, a galinha. Como a febre da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. E, para alimentar os visitantes, o fazendeiro matou o porco. Mas, a mulher não melhorou e acabou morrendo. Então, muita gente veio para o funeral. Assim, como era de costume por aquelas terras, o fazendeiro teve de sacrificar a vaca para alimentar todo aquele povo.
“Outro saber de que não posso duvidar um momento sequer na minha prática educativo-crítica é o de que, como experiência especificamente humana, a educação é uma forma de intervenção no mundo. Intervenção que além do conhecimento dos conteúd
os bem ou mal ensinados e/ou aprendidos implica tanto o esforço de reprodução da ideologia dominante quanto o seu desmascaramento. Dialética e contraditória, não poderia ser a educação só uma ou só a outra dessas coisas.
Freire, P. "Pedagogia da Autonomia".
Um pequeno tributo ao "Cara" da Educação, lamentavelmente "desconhecido", não entendido, caçado pela ditadura e equivocadamente citado por muitos.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Contagem regressiva para o começo ou para o fim?
Contagem regressiva para outro “CASO IRAN-CONTRAS” ou Farsa iraquiana. É apenas uma questão de tempo, para o Iran ser massacrado pela coalizão entre USA, UK, Arábia Saudita e Israel. Em minha opinião, este teatro foi concebido através da seguinte lógica. Os yankees estadunidenses após um cerco econômico produzirão um ataque efetivo ao território do Iran ou adjacências, possivelmente como preparo a um golpe final contra o país, a fim de controlar as reservas de petróleos existentes. De fato, e no evento, o segundo pilar desta conspiração que se forma (Reino Unido), apoiaria todo o conflito de forma política, ideológica e na integração logística, etc. O terceiro membro referido acima (Arábia Saudita) apoiaria economicamente o evento, através dos petrodólares, ou mesmo através do óleo, somente aumentando a remessa aos EUA sem notificação a OPEP; e por último, como era esperado, entraria com o “selo” de Deus, de que a ação é parte do “Destino Manifesto”, que antes lhe pertencia – Judá/Israel – e que, foi passado por vontade de Deus, aos estadunidenses. E assim, com a benção de Israel, e o descrédito da ONU a ação estaria consolidada e consumada. Os estadunidenses, na liderança daquele triunvirato, esperam “matar dois coelhos com uma só cajadada”. Estender a “primavera árabe” [à moda deles] ao Iran, e com isso quebrar a espinha dorsal da relação perigosa [para Israel e Arábia Saudita] que está se formando entre: o Iran, a Turquia, o Egito e os demais países do Oriente Médio libertos das ditaduras apoiadas e financiadas pelos EUA e seus parceiros; e, além disso, reeleger Barack Obama. Complementado, em minha opinião eles só se esqueceram de combinar com os dois maiores “parceiros” do Iran. Ou seja, Rússia e China, respectivamente, o maior vendedor de armamentos e o maior comprador de petróleo e gás. Uma curiosidade, em dois tempos: todos os envolvido aqui, têm grandes e grossos ... [heheh] ... mísseis, e por mais que nos digam que somos pacifistas, e que por “não” termos armamentos nucleares, devemos ficar tranquilos pois em um conflito deste porte não seremos atacados; eu recomendo que todos busquem entender o que são e quais as finalidades dos chamados “jogos de guerra”; o que é “Weapons Mass Destruction (WMD) e o que é Defense Condition, especialmente o nível “DEFCON 1”; em todas as simulações que se tem acesso, sempre sobram três bombinhas de 100 mt para nós. Um doce a quem intuir onde caem cada uma delas.
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RESUME IN ENGLISH
Countdown for beging or to the end?
Countdown for another [Iran]Gate or Iran[aq] farce. Just matter of time, Iran could’ve been slaughtered by coalition between USA, UK, Saudi Arabia and Israel. In my opinion, it’s been conceived [“the fake”] through this logic. American Yankees after an economic besiege, will produce an effective attack on physical territory, perhaps for finally strike that country an’ to get Iran’s oil reserves. Indeed, the second one may support whole conflict with political, ideological, integrated logistics support (ISL), anyway. The third member I refer above must pay his part in “cash petrol”, this one will be responsible for economical support, and finally the last one as all of us expecting, will be responsible for “blessing” all of them with its god of war, which it isn’t our God of Peace and grace. However, none of them will put themselves to the hazard, because Organization of United Nations (UN) has no credibility, honour, reliability, integrity or any other word you may use for describing this situation.
All about this topic can be found at.
"U.S. official: 'Multiple' sources strengthen case against Iran".
By the CNN Wire Staff - updated 2:16 AM EST, Fri October 14, 2011
Sourced on: http://www.cnn.com/2011/10/13/world/meast/iran-saudi-plot/index.html
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RESUME IN ENGLISH
Countdown for beging or to the end?
Countdown for another [Iran]Gate or Iran[aq] farce. Just matter of time, Iran could’ve been slaughtered by coalition between USA, UK, Saudi Arabia and Israel. In my opinion, it’s been conceived [“the fake”] through this logic. American Yankees after an economic besiege, will produce an effective attack on physical territory, perhaps for finally strike that country an’ to get Iran’s oil reserves. Indeed, the second one may support whole conflict with political, ideological, integrated logistics support (ISL), anyway. The third member I refer above must pay his part in “cash petrol”, this one will be responsible for economical support, and finally the last one as all of us expecting, will be responsible for “blessing” all of them with its god of war, which it isn’t our God of Peace and grace. However, none of them will put themselves to the hazard, because Organization of United Nations (UN) has no credibility, honour, reliability, integrity or any other word you may use for describing this situation.
All about this topic can be found at.
"U.S. official: 'Multiple' sources strengthen case against Iran".
By the CNN Wire Staff - updated 2:16 AM EST, Fri October 14, 2011
Sourced on: http://www.cnn.com/2011/10/13/world/meast/iran-saudi-plot/index.html
sexta-feira, 6 de maio de 2011
What 'Situation Room Photo' reveals about us
(CNN) -- By now, the photo is a classic. It's become the most viewed image on Flickr -- a mesmerizing picture that suggests as much as it reveals. You may know it simply as the "Situation Room Photo," but you may not be aware of what some say are three subliminal messages that make it so powerful and unusual. Most commentators have focused on the historic nature of the photo: Obama staring at the screen with a grim intensity; Secretary of State Hillary Clinton, covering her mouth to repress her reaction -- the epicenter of U.S. military power hunting down its most hated foe. But look deeper and that photo becomes historic in a more subtle way. It's a snapshot of how much this nation's attitudes about race, women and presidential swagger are changing, [...] "The photo is visually suggestive of a new American landscape that we're still crossing into," says Saladin Ambar, a political science professor at Lehigh University in Pennsylvania. "When Obama was elected, there were some people who thought that we had crossed a racial threshold," Ambar says. "What his presidency is revealing is that there are many crossings." A black man becomes 'protector in chief' The photo crosses one threshold of race in its unusual framing of an African-American man threatening violence, one black commentator says. For much of U.S. history, the black man has often been portrayed as the threat to America's safety -- the angry man, the thug, the one you cross the street to avoid, says Cheryl Contee, co-founder of Jack & Jill Politics, a blog focused on current affairs from a black perspective […] the black man is [appear as a] America's protector. There's no historical precedent for this image, she says. White Americans now see a black man not just as their president but their "protector in chief," Contee says […] "That photo is amazing," she says. "It's another step toward rehabilitation of the image of black men in American culture. It's going to forever impact how people see black men in America." The photo also resolves a tricky image problem for Obama, says Jerald Podair, a history professor at Lawrence University in Appleton, Wisconsin. Podair says Obama has always been careful to avoid the angry black male stereotype in his public persona, but has acquired another image -- that of detachment, even weakness. The photo of Obama hunkered down with his national security team watching the stalking and killing of bin Laden solves both problems, Podair says. "He can now appear strong without being threatening. After all, he's on our side. Obama can now take up his white predecessors' mantle of 'protector in chief,' " Podair says. It's not certain how long that mantle will stay attached to Obama, but at least one political scientist says he's already seen the photo's impact. "This is one of the rare times that Tea Party supporters have referred to Obama as President Obama," says Ari Kohen, an associate professor of social justice and political science at the University of Nebraska-Lincoln. Women at the center of power The photo also breaks ground when it comes to women, others say. The image is laced with testosterone: a crowded room full of powerful military and political men, some with medals bristling across their uniforms, gathered to drop America's hammer. Some online viewers compared it to the photos of D-Day during World War II. Another said it was a portrait of "the nexus of power in the Western world." But there were no iconic shots of women storming the beaches of Normandy or raising the flag at Iwo Jima. Go back and examine the defining historic photos of American military might in action, and women are absent, historians say. A glance at the now famous photos of President John F. Kennedy and his staff during the Cuban missile crisis is typical, says Ambar, the Lehigh University professor. The photos show square-jawed men in crew cuts and uniforms surrounding Kennedy in the White House. You can practically smell the Aqua Velva in those old black-and-white photos. "But if you go back and look at the Cuban missile crisis photos and the movies about it, there's no women," Ambar says. "In the movie 'Thirteen Days,' the only woman in the film was Kennedy's secretary." Yet you see two powerful women in the Situation Room photograph -- Clinton and Audrey Tomason, director for counterterrorism, who is straining to see from the back. Their inclusion shows how far women have come, Ambar says, even though Clinton's response is ambiguous because she's covering her mouth in what looks to be alarm. [...] "God only knows what she's seeing on the screen," Ambar says. (Clinton has since said she was trying not to cough.) [...] Lori Brown, a sociologist, says showing two women at the center of American military power is noteworthy, but Clinton's gesture undermines some of its impact. "Women are often more physical in their emotional responses and in a 'power situation' it may not seem as acceptable, but times are changing and the Situation Room needs to change, too," says Brown, a professor of sociology at Meredith College in Raleigh, North Carolina. "Her emotions were more obvious, but I am sure many of the men in the room felt the same way she did." Obama gets a little swagger The photo finally crosses the threshold of what may be called presidential swagger, historians say. American presidents have traditionally sold themselves as our alpha male. Theodore Roosevelt went safari hunting; Ronald Reagan cleared brush at his ranch in a cowboy hat; George W. Bush did his "Top Gun" imitation when he donned a flight suit on the deck of an aircraft carrier. […] "There's a certain kind of machismo and swagger that Americans expect their president to reflect," says Clarence Lusane, author of "The Black History of the White House." […] Projecting that presidential swagger was so powerful that it obscured some presidents' serious illnesses, such as President Franklin Roosevelt's polio and Kennedy's hobbling assortment of ailments, including a bad back, Lusane says. […] "They were both very ill. Kennedy could barely stand for two hours. But they never let those images out because they had to project toughness. Obama, though, is a different animal." […] The photo shows why. […] If someone didn't know who Obama was, he or she probably couldn't tell that he was the president in the room, some scholars say. […] "He's not in the tallest chair," says Brown, the sociology professor at Meredith College. "He's not the center of attention. He's not even in the middle of the room." […] Yet Obama's willingness to be photographed without the typical Oval Office swagger gives birth to a new type of swagger, says Contee of Jack & Jill Politics. […] As Obama moves into the third year of his term, photos will capture moments that show how far we've come. […] "That's part of what being the first African-American president is all about -- we're all being transformed together," he says. […] Ambar says he was so intrigued by the Situation Room photo that he cut it out to study it. He's still parsing its meaning. "It is an image unimaginable 30 years ago," he says. "Let us hope we have more of these in the nation's future." Links referenced within this article Jack & Jill Politics http://www.jackandjillpolitics.com/ (Clinton has since said she was trying not to cough.) http://politicalticker.blogs.cnn.com/2011/05/05/iconic-photo-might-not-be-all-it-seems-says-clinton/ Find this article at: http://www.cnn.com/2011/US/05/05/iconic.photo/index.html [Grifos e sublinhados nossos] [All mark an' underline may give for us] ================ Artigo interessante, retirado do sitio da CNN, que fala sobre as três mudanças que demonstra a foto em questão; uma mudança na imagem dos afro-estadunidenses; que, de grupo tratado histórica e culturalmente como ameaças, ou "aquele que você cruza a rua para evitar", tornam-se mais e mais "confiáveis". Isso porque, O homem negro em questão - Obama - passa de Chefe à Protetor; ou "Protector in Chief". A segunda mudança é a nova posição da figura da mulher no centro do poder decisório; passando de mera figura decorativa, da secretária de JF Kennedy, a Secretária de Estado com Hillary Clinton, [apesar do desespero emocional dela, ao assistir em tempo real, parte da cabeça de Bin Laden, ser expodida pelos projeteis Cal. 5,56 mm das forças especiais dos EUA; e por último, há uma mudança na "arrogância" da figura "presidencial"; que abandonando a figura autoproclamada de "safari man" de Theodore Roosevelt, ou a de rancheiro machão de Ronald Reagan, e mesmo a de falso "Top Gun" de George W. Bush; apresenta um cara simples, em "mangas de camisa" ou seja, sem aqueles ternos caros e sofisticados; que "não está sentado no centro da sala", mas que demonstra total controle da situação, apesar de ser "negro", para azar dos racista de plantão. Uma competencia, equilibrio e determinação que enche de esperança analistas e pesquisadores e a própria nação estadunidense, como fica claro nas palavras finais da matéria. Em minha opinião, ainda há muitas barreiras a serem superadas com relação ao tratamento dispensado pelos EUA, ao restante do mundo, principalmente, as nações periféricas do terceiro mundo e do "under world". Mundo este que jaz em profundo estado de cisão civilizacional, como bem lembra S. P. Huntington em seu livro: "The Clash of civilizations and the Remaking of World Order", sendo malhado ora pela ação do "Soft Power" [violência simbólica ou social, cultural, etc. - Devemos pensar a ação contra o Bin Laden como ação moderada do "Hard Power" e não o contrário]; ora pela ação do "Hard Power" [vide ataques ao Iraque, Afeganistão e recentemente, a Líbia]. Mas, realmente tais mudanças, observadas na fotografia liberada intencionalmente pelo governo dos EUA, ainda que não muito profundas, [por enquanto, visto que não se pode para ou controlar os embates de forças contra-hegemônicas dentro do "bloco histórico" como nos deixa transparecer os estudos gramsciano], no espectro do poder estadunidense, pelo menos não deixa nossa esperança morrrer de tédio. OBS. A reportagem em questão está referenciada através do link em anexo, e é propriedade intelectual da rede CNN; qualquer referência deve ser feita a CNN, e os créditos, se houverem, devem ser dados a mesma. Por fim, devemos dizer que a reportagem, não foi reproduzida na íntegra. OBS. At about "breaking news" quoting, all rights reserved to CNN Network; 1) Nota: Finalmente, pedimos desculpas se cometemos algum erro de digitação ou não, devido a nossa pressa. 1) Note: We apologize, if I make some mistake, 'cause we in a hurry ..., ever. |
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Carta aberta contra o sistema de boatos neoliberal!
Dilma reafirma compromisso com liberdade religiosa
Carta distribuída pela campanha diz que candidata é a favor da vida.
Começou a circular nesta sexta-feira (15/10/2010) uma carta intitulada: “Mensagem da Dilma” na qual a candidata do PT à Presidência manifesta mais uma vez sua posição sobre temas polêmicos como aborto e liberdade religiosa.
No documento, Dilma diz que se dirige mais uma vez aos eleitores para “pôr um fim definitivo à campanha de calúnias e boatos espalhados" por "seus adversários eleitorais”.
A petista reafirma na carta que defende as liberdades religiosas e a convivência entre diferentes religiões, que é pessoalmente contra o aborto e defende a manutenção da legislação sobre o assunto e “outros temas recorrentes à família”.
Dilma diz ainda no texto que “se Deus quiser", e se o povo brasileiro lhe der "a oportunidade de presidir o país", vai manter os programas Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, entre outros.
A candidata diz esperar que a carta sirva para “deter a sórdida campanha de calúnias contra mim orquestrada”.
Carta na íntegra:
Carta na íntegra:
“Mensagem da Dilma
Dirijo-me mais uma vez a vocês, com o carinho e o respeito que merecem os que sonham com um Brasil cada vez mais perto da premissa do Evangelho de desejar ao próximo o que queremos para nós mesmos. É com esta convicção que resolvi pôr um fim definitivo à campanha de calúnias e boatos espalhados por meus adversários eleitorais. Para não permitir que prevaleça a mentira como arma em busca de votos, em nome da verdade quero reafirmar:
1. Defendo a convivência entre as diferentes religiões e a liberdade religiosa, assegurada pela Constituição Federal;
1. Defendo a convivência entre as diferentes religiões e a liberdade religiosa, assegurada pela Constituição Federal;
2. Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto;
3. Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País.
4. O PNDH3 é uma ampla carta de intenções, que incorporou itens do programa anterior. Está sendo revisto e, se eleita, não pretendo promover nenhuma iniciativa que afronte a família;
5. Com relação ao PLC 122, caso aprovado no Senado, onde tramita atualmente, será sancionado em meu futuro governo nos artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais existentes no Brasil;
6. Se Deus quiser e o povo brasileiro me der, a oportunidade de presidir o País, pretendo editar leis e desenvolver programas que tenham a família como foco principal, a exemplo do Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e tantos outros que resgatam a cidadania e a dignidade humana.
Com estes esclarecimentos, espero contar com vocês para deter a sórdida campanha de calúnias contra mim orquestrada. Não podemos permitir que a mentira se converta em fonte de benefícios eleitorais para aqueles que não têm escrúpulos de manipular a fé e a religião tão respeitada por todos nós. Minha campanha é pela vida, pela paz, pela justiça social, pelo respeito, pela prosperidade e pela convivência entre todas as pessoas.
Dilma Rousseff
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